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	<description>Reflexões e notas sobre jornalismo e comunicação no ciberespaço</description>
	<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 16:04:51 +0000</pubDate>
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		<title>O mito do texto curto</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 14:48:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre de Abreu</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Estudos acadêmicos]]></category>

		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais de uma década depois dos primeiros estudos sobre jornalismo digital, livros, professores e profissionais continuam disseminando a velha máxima de que, na web, texto bom é texto curto. Conheça a história por trás desse mito e veja como um bom texto digital não se resume ao número de caracteres que ele possui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://imezzo.files.wordpress.com/2009/02/fita_metrica.jpg" alt="" width="108" height="300" />Já passamos da primeira década de internet disseminada e ainda ouço de alunos e colegas a máxima: “Na internet, o texto tem que ser curto, não é?”. Não, não é.</p>
<p><strong>Definindo</strong></p>
<p>Desde os primórdios, o hiperlink permite, entre outras coisas, a fragmentação de qualquer conteúdo em pedaços, ou chunks, em inglês. Com isso, deixamos a cargo do usuário decidir o quanto ele irá se aprofundar em determinado assunto.</p>
<p>Essa é uma das principais vantagens do texto digital em relação ao analógico. No segundo, como há limitações de tempo e espaço, o jornalista diariamente imagina quem é o seu leitor e faz uma auto-seleção de quais termos merecem um desenvolvimento ou não. Por exemplo, um jornalista do Mais! – caderno do jornal Folha de S.Paulo sobre cultura – certamente se sente à vontade ao discorrer sobre Schopenhauer, pois imagina que a média dos seus leitores conhecerá o filósofo. Por outro lado, o repórter do jornal Extra, periódico popular do Rio de Janeiro, seria obrigado a fazer uso de um longo aposto para contextualizar o seu público-alvo sobre quem é o autor e o que ele fez de importante.</p>
<p><strong>Pequenos preconceitos e grandes limitações</strong></p>
<p>O jornalismo tradicional é formado por esses pequenos e praticamente inconscientes preconceitos. Na prática, nem todos os leitores do caderno Mais! são eruditos e nada garante que os do Extra não o são. Entretanto, pelas limitações do suporte, o jornalista é obrigado a desenhar em sua imaginação o público-alvo e moldar seu texto a ele.</p>
<p>Além disso, os suportes tradicionais são limitados por suas características. Eles não atendem plenamente nem o especialista e nem aquele que desconhece o assunto. Continuando com o exemplo do Schopenhauer, o jornalista pode fazer uso de recursos como o aposto ou o box para tornar o texto mais acessível. Correto? Errado. Na verdade, essas saídas soarão enfadonhas para o especialista e ineficaz para o leigo, já que elas não oferecem grandes aprofundamentos.</p>
<p>O hiperlink – assim como o hipertexto e a hipermídia – chega para dar um salto qualitativo em termos de redação. Pela primeira vez, podemos fazer um texto curto do qual se ramificam conexões que levarão a um aprofundamento. Dessa forma, um especialista pode se contentar com um nível mais superficial da informação enquanto o leigo, de acordo com o interesse, tem à disposição diversas conexões que o levam a conteúdos realmente detalhados.</p>
<p>Já pensou o que seria da internet como fonte de pesquisa se todos levassem a sério o mito do texto curto? Mudar a maneira como se aprendeu a escrever é difícil. Como começar a escrever de forma não-linear e em camadas depois de toda uma vida alfabetizado na linearidade. Tanto não é fácil que praticamente nenhum veículo faz uso do hipertexto de forma avançada. A maioria ainda escreve para a web como se escrevesse para um jornal e produz conteúdo em vídeo como se estivesse produzindo para a televisão. Em seus livros, MURRAY e SALAVERRÍA já debateram intensamente o fenômeno da subutilização dos recursos do meio digital. Por esse motivo, o texto não precisa ser, necessariamente, curto. O ideal é darmos condições aos usuários, por meio dos hiperlinks, para decidirem o quão curta ou extensa será a leitura de acordo com os interesses e repertórios de cada um.</p>
<p>Mas, afinal, de onde surgiu esse mito?</p>
<p><strong>“A culpa é do Nielsen”</strong></p>
<p>Em 1997, o especialista em usabilidade Jakob Nielsen (foto) publicou o artigo “How Users Read on the Web“. Nesse estudo, ele demonstra o quanto o texto curto, com destaques visuais e à base de marcadores tornam a leitura na internet mais eficaz.</p>
<p>Ele está certo. Um texto nesse formato tem mais chances de ser lido do que parágrafos e mais parágrafos dissertativos. Entretanto, não podemos nos esquecer de três pontos antes de repercutir o texto de Nilsen:</p>
<ul>
<li>A análise feita por ele mediu aspectos fisiológicos do comportamento. Do ponto de vista do conforto, um texto de acordo com as características propostas realmente funciona melhor. Entretanto, o fator interesse não foi levado em conta. É esse fator que faz os leitores do Observatório da Imprensa escreverem para o site reclamando que alguns artigos ficaram curtos demais.</li>
<li>A pesquisa foi feita em universo bastante restrito e Nielsen deixa isso bem claro. Quem lê os prefácios dos livros dele percebe a preocupação em deixar claro que estamos falando de recomendações que devem ser analisadas e adaptadas dentro de um contexto particular, e não dogmas universais.</li>
<li>Há 12 anos, predominavam os monitores CRT que, notavelmente, tornavam a leitura diante da tela bem mais cansativa em relação aos atuais de LCD.</li>
</ul>
<p>Entretanto, a leitura superficial desse artigo foi parar nos livros, que foi parar nas mãos dos professores que, até hoje, cuidam da perpetuação do mito do texto curto entre os jovens jornalistas. Aqueles mesmos que, após quatro anos, estarão nas redações digitais, se tornarão editores e passarão essa máxima equivocada adiante fomentando um ciclo que atrasa, e bastante, o desenvolvimento de uma narrativa jornalística que usufrua plenamente os recursos do ambiente digital.</p>
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		<title>Confira a lista dos principais eventos de comunicação para 2009</title>
		<link>http://imezzo.org/jornalismo/eventos-para-2009-mercado-e-academia-brasil-e-exterior/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 17:13:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Bertocchi</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>

		<category><![CDATA[Featured]]></category>

		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Descubra quando e onde acontecerão os principais eventos de comunicação deste ano ao redor do mundo. São congressos, encontros, seminários e cursos tecnologia, internet e jornalismo. Sentiu falta de algum? Você também pode colaborar para deixarmos essa relação o mais atualizada possível. Clique e saiba como!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #0000ee; text-decoration: underline;"><a href="http://imezzo.org/jornalismo/eventos-para-2009-mercado-e-academia-brasil-e-exterior/attachment/foto-do-flickr-2/" ><img class="alignright" title="foto-do-flickr-2" src="http://imezzo.files.wordpress.com/2009/01/foto-do-flickr-2.jpg" alt="foto-do-flickr-2" width="350" height="263" /></a></span>Comecei a compilar dados sobre os <a href="http://imezzo.wordpress.com/eventos2009/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/imezzo.wordpress.com');" target="_self">principais eventos de comunicação agendados para 2009</a>. São congressos, encontros, seminários e cursos relacionados ao mundo da comunicação, tecnologia, internet e jornalismo. Consegui muitas dicas interessantes acompanhando o amigo português <span style="line-height:7px;"><a href="http://twitter.com/pnvicente" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/twitter.com');" target="_blank">Paulo Nuno Vicente</a></span> no Twitter. Outras sugestões de eventos no Brasil e exterior são muito bem-vindas! Podem deixar na área de comentários ou enviar por email: <a href="mailto:daniela@bertocchi.info">daniela@bertocchi.info</a>.</p>
<p><span style="line-height:7px;"><span style="line-height:4px;"><span style="line-height:3px;">&gt; <a href="http://imezzo.wordpress.com/eventos2009/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/imezzo.wordpress.com');">Lista de eventos 2009 </a></span></span></span></p>
<p><em>P.S. A foto ao lado está no meu </em><em><a href="http://www.flickr.com/photos/danielabertocchi/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.flickr.com');" target="_blank"><em>Flickr</em></a>: foi capturada em 2004, no Congresso de Jornalismo Digital em Santiago de Compostela, Espanha. </em><span style="line-height:7px;"><span style="line-height:4px;"><span style="line-height:3px;"><strong><br />
</strong></span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A posse de Obama e a experiência de compartilhamento nas redes sociais: o caso CNN.com Live + Facebook</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 19:53:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Saad</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>

		<category><![CDATA[Eventos]]></category>

		<category><![CDATA[Featured]]></category>

		<category><![CDATA[Mercado]]></category>

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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<category><![CDATA[inovação]]></category>

		<category><![CDATA[mídia social]]></category>

		<category><![CDATA[Obama]]></category>

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		<description><![CDATA[A cobertura integrada CNN/Facebook do evento Obama Inauguration colocou em pauta o exercício do compartilhamento em tempo real mais puro - sem fronteiras; múltiplos fusos horários, etnias e culturas; e muita diversidade de opiniões, de pessoas próximas e de estranhos - tudo disponível na mesma interface, acompanhando o streamming audiovisual que bateu recordes de audiência.
Penso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1606" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px"><img class="size-full wp-image-1606" title="dosateliteb" src="http://imezzo.files.wordpress.com/2009/01/dosateliteb.jpg" alt="Imagem de Satélite - National Mall, Washington na hora da posse de Obama" width="425" height="214" /><p class="wp-caption-text">Imagem de Satélite - National Mall, Washington na hora da posse de Obama</p></div>
<p>A <strong>cobertura integrada CNN/Facebook</strong> do evento <a href="http://www.pic2009.org/content/home/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.pic2009.org');" target="_blank"><strong>Obama Inauguration</strong></a> colocou em pauta o exercício do compartilhamento em tempo real mais puro - sem fronteiras; múltiplos fusos horários, etnias e culturas; e muita diversidade de opiniões, de pessoas próximas e de estranhos - tudo disponível na mesma interface, acompanhando o <em>streamming</em> audiovisual que bateu recordes de audiência.</p>
<p>Penso que para quem não é aficcionado, compreender  a função de uma rede social, inserir-se na sua dinâmica e tornar-se um participante ativo é algo que necessita de motivação, concretitude e maleabilidade, mesmo em tempos de uma internet bastante presente no dia-a-dia coletivo (<a href="http://www.chass.utoronto.ca/~wellman/publications/immanent/immanent.pdf" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.chass.utoronto.ca');" target="_blank"><strong>a internet imanente</strong></a>). Os mais de <a href="http://mashable.com/2009/01/20/cnn-facebook-inauguration-numbers/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/mashable.com');" target="_blank">13 milhões de stremmings</a> da CNN/Facebook podem representar o elemento concreto, ou o efeito-demonstração para que cada vez mais o mundo das redes sociais também seja tão imanente quanto à própria rede.</p>
<p>Existem aqui alguns aspectos que valem a pena comentar: a questão tecnológica como desencadeadora de <strong>fatos sociais e de aglutinação informativ</strong><strong>a</strong>, deixando para trás o aspecto do determinismo; o contexto <strong>sócio-antropológico</strong> das redes sociais na web; e os aspectos de <strong>modelo de negócios</strong> e concentração de tráfego que viabilizaram a parceria.</p>
<p>Nesse post vou me concentrar mais na questão social sustentada pela tecnologia sem, entretanto, desconsiderar os demais pontos que serão mais bem abordados em novos posts desse Intermezzo.</p>
<p><img class="alignleft" title="CNN Facebook" src="http://vthumb.ak.facebook.com/vthumb-ak-sf2p/v643/73/33/4916774/q4916774_697996871560_1050.jpg" alt="" width="100" height="75" /></p>
<p><strong>Será que valeu a pena assistir à posse pelo CNN/Facebook?</strong> Teria sido melhor acompanhar de casa, no sofá, pela Globo, com a tradução simultânea? Ou pela própria CNN no cabo, ou ainda, desconectar-se de vez? Como optei pela rede social, digo que valeu, e justifico isso diante do diferencial oferecido pelas ferramentas da rede social -<strong> as conversações</strong>.</p>
<p>Ao final da cerimonia, o colega professor espanhol <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=1232230814&amp;src=fftb#/friends/?ref=tn" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.facebook.com');" target="_blank"><strong>José Luis Orihuela</strong></a> manifestou-se para a nossa comunidade: &#8220;<span class="status_body"><em>Muy buena experiencia seguir el evento con la comunidad de amigos en Facebook</em>&#8220;. Essa boa experiência pode ser social e tecnicamente avaliada como uma <strong>revalorização da relação informação/comunicação </strong>diante da complexidade do mundo contemporâneo (<strong>uma leitura de nossa sociedade por Derrik de Kerckhove</strong>). O autor, citado por <a href="http://prisma.cetac.up.pt/artigospdf/9_informacao_comunicacao_investigacao_inovacao_interdisciplinaridade_e_mediacao_na_sociedade_actual_algumas_notas_vitor_oliveira_jorge.pdf" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/prisma.cetac.up.pt');" target="_blank">Vítor Oliveira Jorge, da Universidade do Porto</a>, diz:  &#8220;<em>Hoje, só podemos pensar se conseguirmos sair dos estereótipos e dos arquétipos da nossa cultura tradicional. Ora, esse foi sempre o desafio da antropologia. É por isso que os seus conhecimentos e a sua experiência são fulcrais ao entendimento da contemporaneidade&#8221;</em>.</span></p>
<p><span class="status_body">Tal revalorização pode ser observada ao vivo por quem participou da transmissão CNN/Facebook. Nessa linha, dentre as manifestações de <a href="http://www.facebook.com/friends/?ref=tn#/home.php?ref=home" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.facebook.com');" target="_blank"><strong>minha comunidade no Facebook,</strong></a> destaco as dos colegas <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=1232230814&amp;src=fftb#/profile.php?id=835675120" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.facebook.com');" target="_blank"><strong>Daniela Bertocchi </strong></a>(a Dani) criadora e autora desse Intermezzo, <a href="http://www.facebook.com/friends/?ref=tn#/profile.php?id=791134337" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.facebook.com');" target="_blank"><strong>Francisco Madureira </strong></a>(o Madu), jornalista responsável pelo UOL Tecnologia e meu orientando na ECA-USP e <a href="http://www.facebook.com/friends/?ref=tn#/profile.php?id=730221792" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.facebook.com');" target="_blank"><strong>Nuno Vargas </strong></a>jornalista e webdesigner de Portugal: todas reforçam o aspecto das conversações. </span></p>
<p><span class="status_body">Diz a Dani: &#8220;<em>Estive com</em><em> a minha comunidade, na mesma interface online, acompanhando o mesmo evento ao mesmo tempo, tecendo comentários juntos, criando<strong> um discurso paralelo à cobertura tradicional</strong> da TV. E note-se que há uma diferença entre os botões &#8220;Everyone watching&#8221; e o &#8220;Friends&#8221;. Coisas distintas. Não é uma mesma coisa que colocar um chat entre os usuários. E tem o Twitter&#8230;enfim, fez história!!!</em>&#8220;.</span></p>
<p>O Nuno destaca <strong>a multiplicidade de ferramentas aplicadas num evento diferenciado na rede</strong>: &#8220;<em>Obviamente, a novidade aqui não foi o chat. O que diferenciou, penso eu, foi ter um live streamming + social network como o Facebook incorporado no streamming pannel + um evento quase inigualável decorrendo + a possibilidade de inserir twitters próprios. <strong>Várias plataformas e vários espectros entre o público e o mais privado ou &#8220;friendly&#8221;. Mushing, crossing and producing content</strong></em>!&#8221;</p>
<p><span class="status_body">Por outro lado, não podemos nos esquecer da <strong>colocação do Madu</strong>: será que isso não é bem parecido com que o <a href="http://ww.terra.com.br" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/ww.terra.com.br');" target="_blank">Terra</a>, por exemplo, já fazia há pelo menos três anos disponibilizando chats junto com suas coberturas ao vivo? Ou seja, será que estamos falando de inovação?</span></p>
<p><img class="aligncenter" title="CNN" src="http://graphics8.nytimes.com/images/2009/01/18/business/18web.xlarge1.jpg" alt="" width="300" height="160" /></p>
<p><span class="status_body">É preciso ter cuidado ao discutir<strong> inovação no mundo digital, onde o ciclo de vida tecnológico é extremamente curto</strong>, levando os mais desavisados a pequenas confusões semânticas (já que inovação não é a mesma coisa que novidade, por exemplo) ou a escolhas conceituais inadequadas à complexidade contemporânea. Apesar das TIC&#8217;s serem unamimemente consideradas como uma inovação tecnológica em constante mutação, estas <strong>quando aplicadas a sistemas e redes coletivos, como é o caso das redes sociais, entram num contexto mais recente que levam em conta as inovações no âmbito das ciências sociais</strong>. E aqui, a perspectiva economica dos Schumpeteriamos perde a sustentação.</span></p>
<p><span class="status_body">Se considerarmos a <strong>agenda da inovação tecnológica social</strong>, o evento Obama no Facebook empreendeu o &#8220;pulo do gato&#8221; à perfeição,<strong> a inovação ocorreu pela tecnologia sustentando as relações mais do que pela tecnologia possibilitando um <em>streamming </em>de qualidade A ou B, por exemplo</strong>.  O pesquisador Thales de Andrade tem <a href="http://www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v20n58/25632.pdf" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.scielo.br');" target="_blank">excelente texto sobre o tema</a>, e diz: &#8220;<em>A proposta dos cientistas sociais interessados em compreender os rumos da inovação na sociedade contemporânea significa uma mudança de enfoque analítico, voltado agora para os elementos intangíveis e cambiantes da prática tecnológica e social, em que as relações são mais fundamentais do que as coisas, em que os processos superam os resultados em termos de intelegibilidade das práticas sociais</em>&#8220;.</span></p>
<p><span class="status_body">Enfim, o compartilhamento experienciado pelo ambiente CNN + Facebook &#8212; e note-se que a</span> cobertura da posse do Obama nesta terça, 20, gerou 136 milhões de pagesviews e 21,3 milhões de streams de vídeo, com pico, durante o discurso do presidente, de 1,3 milhão de vídeos simultâneos &#8212;  <span class="status_body">constituiu-se num &#8220;<em>case</em>&#8221; exemplar integrador de plataformas, de inovação social e um marco para a web 2.0 como canal de conversação e comunicação coletiva. Valeu!</span></p>
<p><span class="status_body"><strong>(Beth Saad)</strong></span></p>
<p><span class="status_body"><img class="aligncenter" title="CNN Facebook" src="http://newteevee.files.wordpress.com/2009/01/cnnlivefb.jpg?w=300&amp;h=191" alt="" width="300" height="191" /></span></p>
<p><span class="status_body">Mais:</span></p>
<p><span class="status_body"><a title="Permanent Link to Facebook/CNN Partnership Posts Phenomenal Results" rel="bookmark" href="http://www.allfacebook.com/2009/01/facebook-cnn-inauguration-results/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.allfacebook.com');">Facebook/CNN Partnership Posts Phenomenal Results</a></span></p>
<p><span class="status_body"><a class="taggedlink" rel="nofollow" href="http://www.readwriteweb.com/archives/facebook_and_cnn_the_power_of_the_social_web_revealed.php" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.readwriteweb.com');">Facebook and CNN: The Power of the Social Web Revealed - ReadWriteWeb</a></span></p>
<p><span class="status_body"><a class="taggedlink" rel="nofollow" href="http://newteevee.com/2009/01/20/facebook-cnn-is-future-of-tv/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/newteevee.com');">Facebook + CNN = Future of TV</a></span></p>
<p><span class="status_body"><a class="taggedlink" rel="nofollow" href="http://www.nytimes.com/2009/01/21/us/politics/21video.html?_r=1" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.nytimes.com');">Online Video of Inauguration Sets Records</a></span></p>
<p><span class="status_body"><a class="taggedlink" rel="nofollow" href="http://www.nytimes.com/2009/01/18/business/media/18web.html?_r=1&amp;scp=1&amp;sq=can%20CNN%20the%20go-to%20site%20get%20you%20to%20stay]%20%20&amp;st=cse" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.nytimes.com');">Can CNN, the Go-to Site, Get You to Stay?</a><br />
</span></p>
<p><span class="status_body"><a class="taggedlink" rel="nofollow" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/fj2101200921.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www1.folha.uol.com.br');">Pelos canais globais de notícias, &#8220;mar de caras felizes&#8221; é retrato de cerimônia</a></span></p>
<p><span style="line-height:12px;"><a href="http://www.slideshare.net/arantes/barack-obama-case-em-mdias-sociais-presentation?type=powerpoint" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.slideshare.net');" target="_blank">Barack Obama: Case em mídias sociais</a></span></p>
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		<title>Por que as pessoas lêem blogs ao invés de sites de notícias?</title>
		<link>http://imezzo.org/jornalismo/por-que-as-pessoas-leem-blogs-ao-inves-de-sites-de-noticias/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 04:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre de Abreu</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<category><![CDATA[W3C]]></category>

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		<description><![CDATA[ Você já se fez essa pergunta? Os blogs teriam chegado a um patamar de qualidade de conteúdo maior do que o da grande imprensa? Seria a mudança geracional dos leitores? A tal web 2.0?
Talvez. Mas um dos possíveis motivos para a queda de leitura da grande imprensa online atende pelo sigla SEO. Não se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><!--[if gte mso 9]&gt;  12.00  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--><!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Wingdings; 	panose-1:5 0 0 0 0 0 0 0 0 0; 	mso-font-charset:2; 	mso-generic-font-family:auto; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:0 268435456 0 0 -2147483648 0;} @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-language:EN-US;} a:link, span.MsoHyperlink 	{mso-style-priority:99; 	color:blue; 	mso-themecolor:hyperlink; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed 	{mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	color:purple; 	mso-themecolor:followedhyperlink; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} .MsoChpDefault 	{mso-style-type:export-only; 	mso-default-props:yes; 	font-size:10.0pt; 	mso-ansi-font-size:10.0pt; 	mso-bidi-font-size:10.0pt; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-hansi-font-family:Calibri;} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;}  /* List Definitions */  @list l0 	{mso-list-id:1103112009; 	mso-list-type:hybrid; 	mso-list-template-ids:-883154406 68550657 68550659 68550661 68550657 68550659 68550661 68550657 68550659 68550661;} @list l0:level1 	{mso-level-number-format:bullet; 	mso-level-text:; 	mso-level-tab-stop:none; 	mso-level-number-position:left; 	text-indent:-18.0pt; 	font-family:Symbol;} ol 	{margin-bottom:0cm;} ul 	{margin-bottom:0cm;} --><!--[if gte mso 10]&gt; &lt;!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif";} --> <!--[endif]--><a href="http://www.racineweb.com/design/sciences.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.racineweb.com');"><img class="alignright" src="http://www.racineweb.com/images/code_snip.gif" alt="" width="207" height="190" /></a>Você já se fez essa pergunta? Os blogs teriam chegado a um <strong>patamar de qualidade </strong>de conteúdo maior do que o da grande imprensa? Seria a mudança geracional dos leitores? A tal web 2.0?</p>
<p class="MsoNormal">Talvez. Mas um dos possíveis motivos para a queda de leitura da grande imprensa online atende pelo sigla <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Search_engine_optimization" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">SEO</a>. Não se preocupe, não irei discorrer sobre monetização e sim como os sites noticiosos da grande imprensa não se adaptaram a <strong>mudança de comportamento</strong> que todos já estão carecas de saber: as pessoas não acessam mais; elas buscam.</p>
<p class="MsoNormal">Os trabalhos de <a href="http://books.google.com/books?id=FR9PAAAAMAAJ&amp;hl" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/books.google.com');">BATTELLE</a>, <a href="http://books.google.com/books?id=DWlIY1PxkyYC&amp;hl" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/books.google.com');">TAPSCOTT</a>, <a href="http://books.google.com/books?id=8NRyFMbhxuEC&amp;hl" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/books.google.com');">MEYER</a>, e <a href="http://www.record.com.br/detalhe.asp?titulolivro=8443" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.record.com.br');">SANT&#8217;ANNA</a> falam amplamente das características do leitor digital. Contudo, basta conversar com qualquer editor de redação on-line para ele atestar o fato de que a maior parte do tráfego do site advém do Google. Esse fenômeno é observável em qualquer local público de acesso à internet. As pessoas <strong>trocaram </strong>os favoritos e a digitação manual pelo conforto e a praticidade de uma busca eficiente.</p>
<p class="MsoNormal">Diante essa realidade, pergunto: ao realizar suas buscas,<strong> quantas vezes um site de jornal ou revista de grande circulação apareceu na primeira página de resultados</strong>? Faça o teste. Você verá que raramente eles aparecem. As primeiras páginas do Google são praticamente domínio de blogs e de wikis. Mérito deles? Em alguns casos sim, mas mérito maior das plataformas de conteúdo:</p>
<ul style="margin-top:0;" type="disc">
<li class="MsoNormal">A maioria das empresas renega      plataformas livres de publicação de conteúdo, pois temem a falta de suporte.      O resultado é a aquisição de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Content_management_system" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">CMSs</a> fechados ou o desenvolvimento de soluções <em> in house</em> que, sem as devidas personalizações, <strong>não são semanticamente corretas</strong>.      Por outro lado, praticamente todos os blogs são construídos em cima das      plataformas WordPress e Blogger. Ao contrário dos pacotes fechados, os desenvolvedores      e as centenas de voluntários em torno desses dois projetos trabalham versão a versão para deixá-los cada vez mais corretos e adequados      ao <a href="http://www.w3.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.w3.org');">W3C</a> e aos principais padrões web.</li>
<li class="MsoNormal">As URIs das notícias dos      sites da grande imprensa geralmente são compostas de códigos gerados      aleatoriamente pelos CMSs ao invés de trazerem o conteúdo da manchete. Estruturas      de <strong>endereços não amigáveis</strong> fazem com que as páginas <a href="http://www.google.com/support/webmasters/bin/answer.py?answer=76329" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.google.com');">percam      relevância para o Google</a>.</li>
<li class="MsoNormal">Alguns dos sites de      jornais e revista que testei desconhecem o que é <a href="http://sitemaps.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/sitemaps.org');">SiteMap</a> e <a href="http://www.robotstxt.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.robotstxt.org');">Robots.txt</a>. A ausência desses dois      mecanismos também faz qualquer página <strong>perder muitos pontos</strong> nos      resultados orgânicos dos mecanismos de busca.</li>
</ul>
<p class="MsoNormal">A junção da tecnologia dos blogs, a ausência de tecnologia dos sites da grande imprensa e o novo comportamento dos leitores acaba retroalimentando o sistema. O novo usuário busca o conteúdo que aparece na primeira página dos sites de busca – independentemente de grandes critérios qualitativos ou de reputação, basta que o conteúdo responda a pergunta da busca e a minha experiência como professor universitário, infelizmente, comprova isso -, com plataformas mais otimizadas, blogs e páginas wiki sempre aparecem nas primeiras páginas e, logo, são mais clicadas e referenciadas. Desta forma, o algoritmo do Google entende que esse tipo de conteúdo é mais relevante do que os conteúdos dos sites de imprensa. Com a <strong>repetição desse ciclo</strong>, os sites jornalísticos – a despeito da crise do setor – são, cada vez mais,<strong> relegados às últimas páginas</strong> dos resultados de busca.</p>
<p class="MsoNormal">Por isso, além do investimento em conteúdo de qualidade, relevante e exclusivo, é preciso também <strong>melhorar as plataformas de conteúdo</strong> e não ter medo do que é gratuito. Um bom ponto de partida para iniciar essa mudança é a leitura do <a href="http://www.google.com/webmasters/docs/search-engine-optimization-starter-guide.pdf" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.google.com');">Google&#8217;s Search Engine Optimization Starter Guide (PDF)</a>.</p>
<p class="MsoNormal">(Andre de Abreu)</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O ano de 2008 na Internet: eventos, personalidades e tendências</title>
		<link>http://imezzo.org/jornalismo/o-ano-de-2008-na-internet-eventos-personalidades-e-tendencias/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 05:31:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Bertocchi</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Loren Ipsun Loren Ipsun Loren IpsunLoren IpsunLoren IpsunLoren Ipsun]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="itemtext">
<div class="snap_preview">
<p><img class="alignnone" title="Especial JW" src="http://www.jornalistasdaweb.com.br/_img/imagem_promo_especial2008.jpg" alt="" width="290" height="96" /></p>
<p>O <a href="http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&amp;idConteudoTipo=2&amp;idConteudo=3695" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.jornalistasdaweb.com.br');" target="_blank">Jornalistas da Web</a> convidou quatro jornalistas do meio online para elencarem alguns momentos marcantes da Internet em 2008 e também apontarem possíveis tendências para o próximo.</p>
<p>Os convidados deveriam citar:</p>
<blockquote>
<ol>
<li>1. Eventos, recursos, serviços e/ou acontecimentos que mais chamaram a atenção no meio online em 2008</li>
<li></li>
<li>2. Uma personalidade do meio online em 2008</li>
<li></li>
<li>3.  Um site em 2008</li>
<li></li>
<li>4.  Possíveis tendências no meio online para 2009</li>
<li></li>
<li>5. O que pode/deveria melhorar no meio online em 2009</li>
</ol>
</blockquote>
<p>Participaram da pauta <strong>Raquel Recuero</strong> (uma super pesquisadora de mídia digital), <strong>Paulo Henrique Ferreira </strong>(jornalista que tem feito uma boa revolução no Lancenet! em termos de novas mídias e conteúdo móvel),  <strong>Deborah Dubner </strong>(criadora do portal Itu.com.br), e eu mesma, <strong>Daniela Bertocchi</strong>, daqui do Intermezzo.</p>
<p>A campanha eleitoral de<strong> Barack Obama </strong>esteve em quase todas as respostas. O <strong>Twitter</strong> foi destacado por mim e Raquel. As  ferramentas móveis (mobile, mobilidade, autonomia) e a social media são entendidos como tendências. Vale a pena conferir <a href="http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&amp;idConteudoTipo=2&amp;idConteudo=3695" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.jornalistasdaweb.com.br');" target="_blank">todas as respostas</a>.</div>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>O marxismo explica a web 2.0</title>
		<link>http://imezzo.org/jornalismo/o-marxismo-explica-a-web-2-0/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 04:51:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre de Abreu</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[junkie]]></category>

		<category><![CDATA[teste]]></category>

		<category><![CDATA[xyz]]></category>

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		<description><![CDATA[O marxismo ainda hoje é considerado algo subversivo. Papo de comunista ou de universitário esquerdóide. Entretanto, uma leitura atenta e livre das paixões partidárias que o estigmatizaram pode trazer explicações sobre muitos movimentos recentes do mundo capitalista, incluindo algumas ligadas à comunicação digital.
Uma releitura da obra de Marx é o que faz a New Left [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a title="Definição de marxismo na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Marxist" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">marxismo</a> ainda hoje é considerado algo <strong>subversivo</strong>. Papo de comunista ou de universitário esquerdóide. Entretanto, uma leitura atenta e livre das paixões partidárias que o estigmatizaram pode trazer explicações sobre muitos movimentos recentes do mundo capitalista, incluindo algumas ligadas à comunicação digital.</p>
<p>Uma <strong>releitura </strong>da obra de <a title="Biografia de Karl Marx na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">Marx</a> é o que faz a <a title="Verbete sobre a New Left (ou Nova Esquerda) na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/New_Left" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">New Left</a> há quase 50 anos. Para falarmos de comunicação digital eu destaco dois de seus representantes: <a title="A vida de Raymond Williams na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Raymond_Williams" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">Raymond Williams</a> e <a title="A vida de Stuart Hall na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stuart_Hall_%28cultural_theorist%29" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">Stuart Hall</a>.</p>
<p><strong>O fim dos blogs</strong></p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 146px;"><a href="http://www.boitempo.com/livro_completo.php?isbn=978-85-7559-082-9" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.boitempo.com');"><img title="Palavras-Chave, de Raymond Williams" src="http://raquelsallaberry.com/wp-content/uploads/2008/01/palavras_capa.jpg" alt="Capa da edição brasileira do livro Palavras-Chave, de Raymond Williams" width="136" height="193" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Capa da edição brasileira do livro &#8220;Palavras-Chave&#8221;, de Raymond Williams</p>
</div>
<p>Em outubro, o <a title="Link para o artigo Twitter, Flickr, Facebook Make Blogs Look So 2004, de Paul Boutin" href="http://www.wired.com/entertainment/theweb/magazine/16-11/st_essay" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.wired.com');">artigo</a> de Paul Boutin na revista Wired deu início a uma série de questionamentos sobre a continuidade dos blogs <em>as we know it</em>. Um de seus argumentos para isso é o fato dos blogs terem sido apropriados por profissionais e empresas que buscam, de alguma forma, monetizar o meio. Desta forma, perde-se a essência de blogs como um canal de comunicação livre e desprendido de qualquer interesse maior. Os espaços públicos atuais para esse tipo de manifestação seriam os serviços de microblogging e comunidades de relacionamento como Twitter e Facebook, respectivamente.</p>
<p>Raymond Williams, em seu “Palavras-Chave”, já previa esse fenômeno. Na obra, ele constata que <strong>algumas palavras que definem a nossa sociedade vão mudando de conceito e sentido</strong> com o passar dos anos para atender o interesse dominante da ocasião.</p>
<p>Os blogs nasceram como instrumentos de livre expressão e criatividade. Hoje, convivemos com uma massa blogueira que, se não é assalariada para cumprir sua função, persegue de forma insaciável – e, muitas vezes, pouco ética – os invejáveis dólares dos links patrocinados. Palavras são modificadas e discursos são medidos a base de Google Trends em busca de mais page rank. É a versão digital da tão criticada atitude dos programas de televisão que moldam seus conteúdos com base no monitor em tempo real do Ibope.</p>
<p><strong>Comunicação colaborativa</strong></p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 145px;"><img title="Da Diáspora, de Stuart Hall" src="http://www.editoraufmg.com.br/capas/DA%20DIASPORA.jpg" alt="Capa da edição brasileira de Da Diáspora, de Stuart Hall" width="135" height="194" /></p>
<p class="wp-caption-text">Capa da edição brasileira de &#8220;Da Diáspora&#8221;, de Stuart Hall</p>
</div>
<p>Contemporâneo de Williams, Stuart Hall foi o primeiro editor da New Left Review, que <a title="Site da revista New Left Review" href="http://www.newleftreview.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.newleftreview.org');">existe até hoje</a>, e um dos principais representantes da Escola de Estudos Culturais de Birmingham, <a title="Artigo do The Guardian sobre o fim da Escola de Estudos Culturais de Birmingham" href="http://www.guardian.co.uk/education/2002/jun/27/highereducation.socialsciences" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.guardian.co.uk');">fechada abruptamente em 2002</a>.</p>
<p>Uma das características da sua obra é justamente a<strong> crítica ao modelo comunicacional da <a title="O que é a Escola de Frankfurt na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Frankfurt_school" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">Escola de Frankfurt</a></strong>, que enxerga o leitor estritamente como receptor, impossibilitado de produção em relação aos meios culturais.</p>
<p>Entretanto, Hall analisa em “Da Diáspora” que a massa não é um receptor passivo, e sim um <strong>ativo produtor de cultura</strong>. Apesar de o autor tecer seu discurso em uma época em que a internet praticamente não existia, é possível fazer muitas correlações entre o seu pensamento e os acontecimentos presentes.</p>
<p>Por estarmos em um mundo tão mutante e complexo, é fundamental para o comunicador conhecer e revistar a obra desses pensadores que levaram praticamente toda a vida refletindo sobre os fenômenos culturais e comunicacionais da sociedade.</p>
<p>A partir de um repertório sólido, o comunicador poderá compreender de forma mais ampla as relações e conseguirá elaborar <strong>estratégias comunicacionais sólidas </strong>e duradouras ao invés das famosas <strong>“estratégias-estopim”</strong>, que fazem muito barulho mas agregam pouco ao relacionamento de longo prazo entre empresa/veículo-consumidor/leitor.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O ano de 2008 na Internet: eventos, personalidades e tendências</title>
		<link>http://imezzo.org/jornalismo/o-ano-de-2008-na-internet-eventos-personalidades-e-tendencias-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 11:29:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Bertocchi</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[Mercado]]></category>

		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

		<category><![CDATA[2008]]></category>

		<category><![CDATA[tendências]]></category>

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		<description><![CDATA[
O Jornalistas da Web convidou quatro jornalistas do meio online para elencarem alguns momentos marcantes da Internet em 2008 e também apontarem possíveis tendências para o próximo.
Os convidados deveriam citar:
1. Eventos, recursos, serviços e/ou acontecimentos que mais chamaram a atenção no meio online em 2008
2. Uma personalidade do meio online em 2008
3.  Um site em 2008
4. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Especial JW" src="http://www.jornalistasdaweb.com.br/_img/imagem_promo_especial2008.jpg" alt="" width="290" height="96" /></p>
<p>O <a href="http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&amp;idConteudoTipo=2&amp;idConteudo=3695" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.jornalistasdaweb.com.br');" target="_blank">Jornalistas da Web</a> convidou quatro jornalistas do meio online para elencarem alguns momentos marcantes da Internet em 2008 e também apontarem possíveis tendências para o próximo.</p>
<p>Os convidados deveriam citar:</p>
<blockquote><p>1. Eventos, recursos, serviços e/ou acontecimentos que mais chamaram a atenção no meio online em 2008</p>
<p>2. Uma personalidade do meio online em 2008</p>
<p>3.  Um site em 2008</p>
<p>4.  Possíveis tendências no meio online para 2009</p>
<p>5. O que pode/deveria melhorar no meio online em 2009</p></blockquote>
<p>Participaram da pauta <strong>Raquel Recuero</strong> (uma super pesquisadora de mídia digital), <strong>Paulo Henrique Ferreira </strong>(jornalista que tem feito uma boa revolução no Lancenet! em termos de novas mídias e conteúdo móvel),  <strong>Deborah Dubner </strong>(criadora do portal Itu.com.br), e eu mesma, <strong>Daniela Bertocchi</strong>, daqui do Intermezzo.</p>
<p>A campanha eleitoral de<strong> Barack Obama </strong>esteve em quase todas as respostas. O <strong>Twitter</strong> foi destacado por mim e Raquel. As  ferramentas móveis (mobile, mobilidade, autonomia) e a social media são entendidos como tendências. Vale a pena conferir <a href="http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&amp;idConteudoTipo=2&amp;idConteudo=3695" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.jornalistasdaweb.com.br');" target="_blank">todas as respostas</a>.</p>
<p>(Daniela Bertocchi)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O marxismo explica a web 2.0</title>
		<link>http://imezzo.org/jornalismo/o-marxismo-explica-a-web-20/</link>
		<comments>http://imezzo.org/jornalismo/o-marxismo-explica-a-web-20/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 20:02:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre de Abreu</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

		<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>

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		<category><![CDATA[web 2.0]]></category>

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		<description><![CDATA[O marxismo ainda hoje é considerado algo subversivo. Papo de comunista ou de universitário esquerdóide. Entretanto, uma leitura atenta e livre das paixões partidárias que o estigmatizaram pode trazer explicações sobre muitos movimentos recentes do mundo capitalista, incluindo algumas ligadas à comunicação digital.
Uma releitura da obra de Marx é o que faz a New Left [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a title="Definição de marxismo na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Marxist" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">marxismo</a> ainda hoje é considerado algo <strong>subversivo</strong>. Papo de comunista ou de universitário esquerdóide. Entretanto, uma leitura atenta e livre das paixões partidárias que o estigmatizaram pode trazer explicações sobre muitos movimentos recentes do mundo capitalista, incluindo algumas ligadas à comunicação digital.</p>
<p>Uma <strong>releitura </strong>da obra de <a title="Biografia de Karl Marx na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">Marx</a> é o que faz a <a title="Verbete sobre a New Left (ou Nova Esquerda) na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/New_Left" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">New Left</a> há quase 50 anos. Para falarmos de comunicação digital eu destaco dois de seus representantes: <a title="A vida de Raymond Williams na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Raymond_Williams" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">Raymond Williams</a> e <a title="A vida de Stuart Hall na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stuart_Hall_(cultural_theorist)" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">Stuart Hall</a>.</p>
<p><strong>O fim dos blogs</strong></p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 146px"><a href="http://www.boitempo.com/livro_completo.php?isbn=978-85-7559-082-9" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.boitempo.com');"><img title="Palavras-Chave, de Raymond Williams" src="http://raquelsallaberry.com/wp-content/uploads/2008/01/palavras_capa.jpg" alt="Capa da edição brasileira do livro Palavras-Chave, de Raymond Williams" width="136" height="193" /></a><p class="wp-caption-text">Capa da edição brasileira do livro &quot;Palavras-Chave&quot;, de Raymond Williams</p></div>
<p>Em outubro, o <a title="Link para o artigo Twitter, Flickr, Facebook Make Blogs Look So 2004, de Paul Boutin" href="http://www.wired.com/entertainment/theweb/magazine/16-11/st_essay" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.wired.com');">artigo</a> de Paul Boutin na revista Wired deu início a uma série de questionamentos sobre a continuidade dos blogs <em>as we know it</em>. Um de seus argumentos para isso é o fato dos blogs terem sido apropriados por profissionais e empresas que buscam, de alguma forma, monetizar o meio.  Desta forma, perde-se a essência de blogs como um canal de comunicação livre e desprendido de qualquer interesse maior. Os espaços públicos atuais para esse tipo de manifestação seriam os serviços de microblogging e comunidades de relacionamento como Twitter e Facebook, respectivamente.</p>
<p>Raymond Williams, em seu &#8220;Palavras-Chave&#8221;, já previa esse fenômeno. Na obra, ele constata que <strong>algumas palavras que definem a nossa sociedade vão mudando de conceito e sentido</strong> com o passar dos anos para atender o interesse dominante da ocasião.</p>
<p>Os blogs nasceram como instrumentos de livre expressão e criatividade. Hoje, convivemos com uma massa blogueira que, se não é assalariada para cumprir sua função, persegue de forma insaciável – e, muitas vezes, pouco ética – os invejáveis dólares dos links patrocinados. Palavras são modificadas e discursos são medidos a base de Google Trends em busca de mais page rank. É a versão digital da tão criticada atitude dos programas de televisão que moldam seus conteúdos com base no monitor em tempo real do Ibope.</p>
<p><strong>Comunicação colaborativa</strong></p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 145px"><img title="Da Diáspora, de Stuart Hall" src="http://www.editoraufmg.com.br/capas/DA%20DIASPORA.jpg" alt="Capa da edição brasileira de Da Diáspora, de Stuart Hall" width="135" height="194" /><p class="wp-caption-text">Capa da edição brasileira de &quot;Da Diáspora&quot;, de Stuart Hall</p></div>
<p>Contemporâneo de Williams, Stuart Hall foi o primeiro editor da New Left Review, que <a title="Site da revista New Left Review" href="http://www.newleftreview.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.newleftreview.org');">existe até hoje</a>, e um dos principais representantes da Escola de Estudos Culturais de Birmingham, <a title="Artigo do The Guardian sobre o fim da Escola de Estudos Culturais de Birmingham" href="http://www.guardian.co.uk/education/2002/jun/27/highereducation.socialsciences" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.guardian.co.uk');">fechada abruptamente em 2002</a>.</p>
<p>Uma das características da sua obra é justamente a<strong> crítica ao modelo comunicacional da <a title="O que é a Escola de Frankfurt na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Frankfurt_school" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">Escola de Frankfurt</a></strong>, que enxerga o leitor estritamente como receptor, impossibilitado de produção em relação aos meios culturais.</p>
<p>Entretanto, Hall analisa em &#8220;Da Diáspora&#8221; que a massa não é um receptor passivo, e sim um <strong>ativo produtor de cultura</strong>. Apesar de o autor tecer seu discurso em uma época em que a internet praticamente não existia, é possível fazer muitas correlações entre o seu pensamento e os acontecimentos presentes.</p>
<p>Por estarmos em um mundo tão mutante e complexo, é fundamental para o comunicador conhecer e revistar a obra desses pensadores que levaram praticamente toda a vida refletindo sobre os fenômenos culturais e comunicacionais da sociedade.</p>
<p>A partir de um repertório sólido, o comunicador poderá compreender de forma mais ampla as relações e conseguirá elaborar <strong>estratégias comunicacionais sólidas </strong>e duradouras ao invés das famosas <strong>&#8220;estratégias-estopim&#8221;</strong>, que fazem muito barulho mas agregam pouco ao relacionamento de longo prazo entre empresa/veículo-consumidor/leitor.</p>
<p>(Andre de Abreu)</p>
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		<title>Virilio e a velocidade dos fluxos no mundo</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 18:10:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Saad</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>

		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[fluxos]]></category>

		<category><![CDATA[identidade]]></category>

		<category><![CDATA[linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Falar sobre Paul Virilio e a questão da velocidade dos fluxos informativos não é novidade. Sobre sua postura catastrofista e às vezes polêmica com relação à digitalização do mundo também nada de novo. O diferente, mesmo, é o lindo uso que Virilio e o fótógrafo, cineasta e jornalista francês Raymond Depardon fazem da midia digital [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1564" class="wp-caption alignright" style="width: 84px"><img class="size-thumbnail wp-image-1564" title="raymond-depardon1196268373" src="http://imezzo.files.wordpress.com/2008/12/raymond-depardon1196268373.jpg?w=74" alt="raymond-depardon1196268373" width="74" height="95" /><p class="wp-caption-text">Rymond Depardon</p></div>
<div id="attachment_1563" class="wp-caption alignleft" style="width: 104px"><img class="size-full wp-image-1563" title="287-virilio" src="http://imezzo.files.wordpress.com/2008/12/287-virilio.gif" alt="Paul Virilio" width="94" height="120" /><p class="wp-caption-text">Paul Virilio</p></div>
<p>Falar sobre <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Virilio" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');" target="_blank">Paul Virilio</a> e a questão da velocidade dos fluxos informativos não é novidade. Sobre sua postura catastrofista e às vezes polêmica com relação à digitalização do mundo também nada de novo. O diferente, mesmo, é o lindo uso que Virilio e o fótógrafo, cineasta e jornalista francês <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Raymond_Depardon" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/fr.wikipedia.org');" target="_blank">Raymond Depardon</a> fazem da<strong> midia digital para discutir o seu próprio impacto nas diferentes formas de fluxos da humanidade</strong>.</p>
<p>Uma visão integrada entre o filósofo/arquiteto catastrofista e o fotógrafo/cineasta itinerante pode ser vista na exposição e instalação <strong><em>Terre Natale, Ailleurs commencent ici </em>ora em cartaz na <a href="http://fondation.cartier.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/fondation.cartier.com');" target="_blank">Fondation Cartier pour L&#8217;Art Contemporain</a>, em Paris.</strong></p>
<p>O principal questionamento da exposição tem uma relação direta com os instrumentos de trabalho da maioria dos leitores desse Intermezzo: a palavra, seus significados e suas transformações diante da rapidez dos fluxos de transporte das mensagens - os fluxos digitais. O filósofo aponta que diante da incontrolável rapidez dos fluxos intangíveis, <strong>o mundo real também entra num processo de migração contínua de pessoas, etnias, culturas, identidades: a terra natal, as origens se perdem, de fundem, se liquidificam</strong>. O cineasta vai atrás da comprovação da fluidez dos fluxos por meio das diferentes e ao mesmo tempo iguais linguagens do mundo, por meio das imagens das migrações, das manifestações de violência.</p>
<p>Uma conclusão um tanto ingrata:<strong> nesse mundo hiper-conectado, nunca o homem esteve tão só, tão em busca de si mesmo mundo afor</strong>a.  Muito impactante quando visto de perto com uma bela exploração de recursos audiovisuais. Vale a pena visitar o site da Fondation Cartier e ver alguns depoimentos e imagens da exposição. Algo a se refletir.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1566" title="images_image_44461" src="http://imezzo.files.wordpress.com/2008/12/images_image_44461.jpg" alt="images_image_44461" width="273" height="396" /></p>
<p>(Beth Saad)</p>
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		<title>Livro sobre o ciberjornalismo em Portugal</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 02:55:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Bertocchi</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[ciberjornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[livro]]></category>

		<category><![CDATA[portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[O amigo Fernando Zamith lança esta semana, pela Edições Afrontamento, o livro &#8220;Ciberjornalismo: as potencialidades da Internet nos sites noticiosos portugueses&#8220;. O lançamento ocorre no dia 11 na Universidade do Porto e conta com a apresentação do professor Manuel Pinto (Universidade do Minho). Leitura obrigatória!
(Daniela Bertocchi)
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-1554" title="livro_zamith" src="http://imezzo.files.wordpress.com/2008/12/livro_zamith.gif" alt="Ciberjornalismo português" width="137" height="186" align="left" />O amigo <a href="http://zamith.googlepages.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/zamith.googlepages.com');" target="_blank">Fernando Zamith</a> lança esta semana, pela Edições Afrontamento, o livro &#8220;<strong>Ciberjornalismo: as potencialidades da Internet nos sites noticiosos portugueses</strong>&#8220;. O lançamento ocorre no dia 11 na Universidade do Porto e conta com a apresentação do professor Manuel Pinto (Universidade do Minho). Leitura obrigatória!</p>
<p><span style="line-height:12px;"><span style="line-height:7px;"><span style="line-height:7px;">(Daniela Bertocchi)</span></span></span></p>
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